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Dia mundial de luta contra as hepatites virais

Farmanguinhos produz cerca de 3 milhões de unidades farmacêuticas do antiviral Ribavirina, indicado para o tratamento de hepatite C. Ao todo, já foram disponibilizadas mais de 3 milhões de unidades farmacêuticas ao SUS no primeiro quadriênio deste ano

 

Nesta quarta-feira (28/7) é celebrado o Dia mundial de luta contra as hepatites virais. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2010, para alertar sobre a importância da prevenção e do controle dessa doença que causa cerca de 1,4 milhão mortes por ano em todo o mundo. No Brasil, foram notificados mais de 670 mil casos, de 1999 a 2019, conforme último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

Diante desse cenário, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) reitera seu compromisso com a saúde pública brasileira e segue na produção do antiviral Ribavirina, indicado para o tratamento da hepatite C, que disponibilizado à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para se ter uma ideia, só no primeiro quadriênio deste ano, a instituição fabricou cerca de 3 milhões de unidades farmacêuticas do medicamento.

O que é hepatite? É uma inflamação do fígado, que pode ser provocada por vírus, remédios, drogas, álcool, doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E.

Sintomas – Os sintomas nem sempre são aparentes, mas podem se manifestar na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Transmissão – A hepatite A é por água e alimentos contaminados. Já os tipos B e C ,em geral, são por  sangue. A hepatite B, por sua vez, também é considerada uma doença sexualmente transmissível.

Tratamento –  As vacinas contra as hepatites A e B são a principal medida de prevenção. Para a hepatite C existem os antivirais, sendo alguns disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como a Ribavirina.

Prevenção – Várias medidas que podem evitar a transmissão das hepatites virais, como higienizar os alimentos que serão consumidos crus e cozinhar bem os demais; lavar as mãos com frequência; usar materiais descartáveis para fazer tatuagens ou colocação de piercings; não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas, escovas de dente, utensílios de manicure e pedicure; utilizar preservativos durante as relações sexuais, dentre outras.

Diagnosticar a hepatite precocemente é a melhor forma de obter maiores chances de eficácia com o tratamento. Por isso, a importância de ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina. Os testes rápidos para diagnóstico estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, assim como o tratamento para a doença.

 

 

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Hortas comunitárias: combatendo a fome e gerando sustentabilidade e cidadania

Projeto de Farmanguinhos cria canteiro de hortaliças em comunidades do seu entorno para prover sustento de moradores e desenvolver responsabilidade socioambiental

 

Ao longo dos anos, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) tem desenvolvido ações para as comunidades do seu entorno que contribuem para o processo de desenvolvimento local e para a redução das iniquidades ocasionadas pela pobreza, violência e exclusão social das populações.


Com a pandemia, a unidade intensificou sua atuação neste cenário e tem promovido diversas iniciativas para combater o agravamento da situação de fome e vulnerabilidade na qual se encontram os moradores da Cidade de Deus e da Comunidade Guaranys. Assim, já foram distribuídos alimentos, álcool em gel e máscaras, bem como financiados materiais informativos para uma campanha de conscientização contra a Covid-19 capitaneada por organizações comunitárias da região, dentre outros.

A Comlurb é uma das instituições parceiras do projeto. (Foto: Thiago Lima)

Mais do que dar assistência, a instituição busca resgatar a dignidade desta população. Neste sentido, em 2018, a unidade desenvolveu, por meio de sua Assessoria de Gestão Social (AGS), o projeto “Se esta rua fosse minha” para transformar áreas próximas da fábrica, que eram bloqueadas pelo acúmulo de lixo despejado de forma irregular e entulhos, em espaço de cultura, arte e lazer. A iniciativa conta com parceiros de instituições públicas e privadas, como a Prefeitura do Rio.

O gestor executivo local da Cidade de Deus junto à Prefeitura do Rio, Diego Martins, diz se sentir honrado em fazer parte dessa parceria.

“É um prazer enorme fazer parte dessa articulação em benefício do nosso território. Fico lisonjeado de estar junto com uma instituição tão ligada às questões da favela como é Farmanguinhos. Sou morador da Cidade de Deus e por mais de 20 anos atuo em diversas causas. Hoje, enquanto gestor público, é muito gratificante poder de fato trazer melhorias, aprimorar serviços e decidir sobre a minha comunidade. O projeto “Se esta rua fosse minha” é uma iniciativa que visa trazer dignidade aos moradores, transformando nossos espaços e dando direito ao bom uso da rua”,  descreve.

Por conta da Covid-19, o programa precisou se readaptar. Além da revitalização da praça Guaranys, tornando-a um ambiente de convivência, que proporciona lazer e conforto, com brinquedos, bancos e mesas, foram inseridas ao escopo duas hortas comunitárias, um painel sensorial feito de sucata e oficinas online.

Moradores fazem a primeira colheita da horta comunitária. (Foto: ASG/Far)

Recentemente, foram entregues duas hortas comunitárias: uma dentro da Escola Municipal José Clemente, localizada na Cidade de Deus, e outra na comunidade Guaranys. A primeira colheita, feita no dia 23 de junho, permitiu aos moradores levarem para casa hortaliças, além de uma cesta de alimentos, que é fruto de uma parceria com a Cooperação Social da Fiocruz.

Além de hortaliças, os moradores também levaram uma cesta de alimentos para casa. (Foto: ASG/Far)

Segundo a coordenadora da Assessoria de Gestão Social, Magali Portela, as hortas dão suporte às demandas das comunidades onde estão inseridas.

“As hortas ocuparam o espaço degradado pelo lixo e também suprem algumas necessidades locais. Na escola, ela fortalece o trabalho socioambiental desenvolvido pela instituição, bem como apoia o aprendizado obtido nas aulas de Biologia, mostrando como essas ervas medicinais podem ser utilizadas. Na comunidade, ela serve de fonte de alimentação para as pessoas que não têm o que comer por conta pandemia”, assinala Magali.


Magali ainda ressalta que o espaço cria e resgata memórias afetivas.

“Há um resgate afetivo da população com a terra, já que muitos moradores tiveram contato com o plantio, seja na sua origem ou na sua infância, o que é algo difícil de acontecer na comunidade por ser um lugar compacto para esse tipo de atividade. Durante o processo de implementação, muitas pessoas perguntavam se podia trazer mudas, contavam suas histórias de vida com o cultivo e até davam receitas que poderiam ser feitas a partir daquelas plantas. Foi uma troca enriquecedora”, frisa.

A horta comunitária promove memórias afetivas. (Foto: ASG/Far)

Capacitação – A equipe responsável pela manutenção das hortas passou por um treinamento online com a empresa SM21, que cuida das áreas verdes de Farmanguinhos, e que aceitou colaborar com esta assessoria para ensinar sobre os cuidados e manejos do canteiro. Os educadores da creche também participaram de uma oficina online ministrada pela ONG Alfazendo, para aprenderem a desenvolver atividades que trabalhem o tato e a coordenação motora das crianças usando o painel sensorial.

Profissionais da Comlurb fazem a limpeza da Praça (Foto: Thiago Lima)

Próximas etapas – Outras iniciativas do projeto estão em andamento. Dentre elas, o reavivamento das cores do muro com painéis criados pelos artistas locais, na Avenida Comandante Guaranys. A obra, de cerca de 500 metros, retrata a origem da comunidade, personalidades, a continuidade do trabalho dos grafiteiros na extensão do restante do paredão e a construção de área de lazer, de transbordo e de um eco ponto.

Magali Portela (de branco), com o gestor executivo Local CDD da Prefeitura, Diego Martins (de azul) e profissionais da Comlurb (Foto: Thiago Lima)

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