Categoria: Arquivos (Página 44 de 55)

Vinícius Costa é Gente de Far

“Se você não se sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve”.

Vinícius atua há 3 anos em Farmanguinhos

Essa frase é do clássico “Alice no País das Maravilhas”, dita pelo gato de botas à protagonista quando ela estava numa encruzilhada, com várias opções de destino, e ficou na dúvida de qual direção seguir. Entretanto, diferente da personagem do desenho, o colaborador Vinícius Costa, do Serviço de Validação, sabe muito bem aonde quer chegar. Foco e determinação são características marcantes. Percorra conosco por sua trajetória e conheça a história deste jovem e determinado profissional.

Cria de Caxias, onde mora até hoje, o filho caçula da dona Sueli e do Sr. Gerson teve uma infância simples, longe das tecnologias, mas cercado brinquedos, como pipas e bola de futebol, e livros! Ele era incentivado pelos pais a estudar e, principalmente, ter bons resultados. Por isso, antes da diversão, Vinícius tinha sempre que apresentar alguma contrapartida.

Tal exigência dos pais se transformou em estímulo. Ele passou a buscar por conhecimento de forma incessante e assim conheceu a Engenharia, área pela qual se identificou e tem trilhado seu caminho profissional. O primeiro passo foi o Técnico em eletrônica pela Escola Técnica Visconde de Mauá (Faetec), depois a graduação em Engenharia Mecânica pela Faculdade Souza Marques, o MBA em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e, agora, a pós-graduação em Engenharia de Produção com foco em Lean manufacturing, também na UCP.

“Cresci numa família bastante unida e com poucos recursos. A minha infância foi boa, não tinha acesso às tecnologias, mas pude brincar bastante. Eu gostava de soltar pipa e jogar bola. Mas antes do lazer, eu tinha que mostrar que eu estava em dia com as minhas obrigações com os estudos”, revela.

Engana-se quem pensa que ele vai parar por aí: “Desde criança sempre pensei em ser engenheiro, embora eu não tenha sido aquela criança que desmontava os brinquedos e imaginava a mecânica deles. Mas eu achava a área interessante e meu pai, meu maior exemplo de tudo, mesmo sendo projetista, sempre tentava me explicar como certas coisas funcionavam. Isso me deslumbrava. Ele me convenceu a fazer técnico em eletrônica, mas não me identifiquei. Segui meu instinto e fui para a mecânica”, salienta.

Durante verificação do ar comprimido, uma das suas atividades (Foto: Tatiane Sandes)

“Foi na faculdade que pude conhecer as vertentes da Engenharia e a pensar no direcionamento da minha trajetória profissional. Com o apoio do meu pai, que atuava há mais de 15 anos em uma indústria farmacêutica e me explanava sobre os processos, e da experiência obtida por meio de estágio, passei a me especializar em Qualificação de utilidades. A partir disso, comecei a fazer cursos que pudessem agregar mais conhecimento a minha carreira e fazer com que, cada vez mais, eu me aprimorasse e tivesse um desempenho melhor, aplicando todo esse aprendizado na prática. Como sei que os processos e os maquinários vivem sendo aperfeiçoados, não meço esforços para acompanhar as mudanças e me manter atualizado. Depois da pós, pretendo continuar estudando… quem sabe o Mestrado”, frisa.

Antes de chegar em Farmanguinhos, em 2016, Vinícius passou por diversas empresas, tais como Petrobras, Camil e Hospital Federal da Lagoa, além de prestar serviço de qualificação para grandes indústrias farmacêuticas, dentre elas: Mantercorp, GSK, Abbott, Roch e Merck. No Instituto, o analista de Qualidade tem como principal atribuição qualificar os sistemas de Utilidades (água purificada, ar comprimido e HVAC – sigla em inglês para aquecimento, ventilação e ar condicionado). “Com a qualificação desses sistemas, dos equipamentos térmicos e fabris, além de outras validações e estudos de holding time (tempo de estocagem de produtos intermediários), podemos produzir os medicamentos em Far”, observa o colaborador.

Empolgado, ele ressalta a importância da instituição na sua carreira e destaca um dos momentos mais estimulantes que teve: “Farmanguinhos tem um grande diferencial: além de atender a população, de ter esse cunho humanitário, aqui a interface com as outras áreas torna o trabalho enriquecedor. Essa troca de experiência proporciona aprendizado, amplia o nosso conhecimento, tornando Far uma grande escola. Aqui, por exemplo, meu primeiro desafio foi, após a obra do prédio 70, qualificar todos os sistemas de utilidades, em um curto período de tempo, para receber as auditorias e começar a fabricar os medicamentos para atender as demandas. Além da exigência profissional, de toda expertise e know-how, foi preciso interagir com as demais áreas para que cumpríssemos todos os requisitos e prazos. Isso muito me agregou”.

E se no caminho houver percalços? Ele responde sem titubear: “nada está perdido! Se você tiver perseverança e persistência, você conseguirá mudar a situação”.

Farmanguinhos produz lote de desempenho do Pramipexol

Nesta etapa, são realizados testes do processo produtivo deste medicamento contra doença de Parkinson. A previsão é de que, em maio, sejam fabricados os lotes-piloto para a inclusão da unidadecomo local de fabricação.

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) deu início ao lote de desempenho do dicloridrato de pramipexol, medicamento utilizado no tratamento de Doença de Parkinson. A produção é fruto de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), assinada em 2011, com o laboratório alemão Boehringer Ingelheim.

Nesta etapa são feitos testes nos equipamentos para checar os parâmetros, as características e o aspecto do produto, ajustando todos os itens que envolvem a produção, para garantir que o medicamento seja fabricado corretamente.

Para acompanhar de perto todo o processo e auxiliar na absorção da tecnologia, dois representantes da empresa parceira estão em Famanguinhos, os farmacêuticos Thilo Jahr e Ralf Dauksch.

Representantes da Boehringer Ingelheim, ao centro, participam do teste de desempenho

Estando tudo certo, começa a produção do lote-piloto com vistas à inclusão de Farmanguinhos como local de fabricação, cuja produção está prevista para maio deste ano. Com isso, toda a produção será executada no Complexo Tecnológico de Medicamentos. Estima-se que cerca de 20 mil pessoas sejam beneficiadas. Uma grande conquista!

Cursos de curta duração com abrangência internacional

Challenges in Global Health: Global Disease Mapping Techniques

Prof. Dr. Andrew Farlow – University of Oxford
Period May 7 to 10

Location: Fiocruz, Manguinhos – Campus Manguinhos – Auditório do Contêiner antigo (Pesquisa)

Public: students from the Fiocruz PPG Course
Space available: 30
Registrations: April 8 to 21

Students from the Fiocruz PPG Course
Click here for registrations.

SYLLABUS

Day 1

  • An overview of the changing state of the world’s health
  • Overview of the DALY methodology to measure burden of disease
  • Constraints on health system performance
  • Performance against Millennium Development Goals
  • Numerous disease case studies

Day 2

  • Major global challenges
  • antimicrobial resistance
  • disease eradication
  • global pandemics and emerging infectious diseases

Day 3

  • Research and Development (R&D) of new products
  • Some novel financing mechanisms
  • Future health technologies

Day 4:

  • Practices such as Case of studies

Overview for Experts in Challenges in Global Health: Global Disease Mapping Techniques

Prof. Dr. Andrew Farlow – University of Oxford
Period May 6 –
9am to 5pm
Location: Technological Drug Complex (Complexo Tecnológico de Medicamentos – CTM)

Public: Researchers, specialists and professionals from Farmanguinhos and Fiocruz
Space available: 40

Researchers, specialists and professionals from Farmanguinhos and Fiocruz
Registrations: April 8 to 21, by email expressing the motivation and the reason for your interest in the course. The confirmation of registration will be made until 04/29/19.

E-mail: ppgprofissional-gpdif@far.fiocruz.br.

SYLLABUS

  • Overview planet health
  • Cost effectiveness and case studies
  • Novel funding and business form
  • Valuing and using natural capital, economics, investments
  • Pharmacoeconomics
  • Case studies

Conheça a Manutenção Fabril

(Por Maritiza Neves)


O agrupamento de atividades fundamentais para reparar ou manter um equipamento, um sistema, uma peça, de maneira que se consiga uma boa condição operável e uma vida útil maior para o maquinário, se chama Manutenção.

Há algum tempo, a Manutenção Industrial vem assumindo um papel estratégico nas organizações. A busca de excelência operacional e a competitividade fez com que esta importante atividade atingisse esse status tático.

Em Farmanguinhos, a manutenção feita em equipamentos ligados diretamente à Produção / VDOP, se chama Fabril. E a grande missão desse setor é manter os equipamentos o maior tempo possível disponível para produção e prolongar sua vida útil mantendo as condições de quando foi feita a qualificação. “Não adianta eu levar mais tempo fazendo manutenção do que o equipamento leva para produzir”, informa o coordenador da área, Irwing Weinberg.

A Manutenção é classificada de diversas formas, a saber: corretiva, preventiva, preditiva… Na Unidade, a nomenclatura para as manutenções corretivas e preventivas são: Não Sistemática, aquela usada quando o equipamento falha ou dá algum defeito (Corretiva) e Sistemática, aquela que é programada (Preventiva).

Quando a Anvisa chega para inspecionar a nossa área, a primeira coisa que pedem é o plano anual de manutenção dos equipamentos – Irwing Weinberg

Como isso tudo funciona – Por meio do setor de Planejamento e Controle da Manutenção (PCM), é elaborado um planejamento anual com programação e controle das manutenções.  As tarefas para geração das manutenções preventivas que compõem o plano são baseadas em informações extraídas pelos profissionais da área dos manuais de operação e manutenção dos equipamentos, e cadastrado no sistema como Ordem de Manutenção (OM), empregando o tipo de manutenção adequada, considerando o grau de prioridades e criticidade de cada maquinário. Semanalmente são emitidas todas as OM sistemáticas dos equipamentos. Estas, por sua vez, serão distribuídas para cada supervisor que, em seguida, subdividirão com as esquipes de mecânicos e eletricistas que executarão a manutenção sistemática no decorrer da semana.

Está contido na estrutura da Manutenção Fabril de Far, a Oficina de Apoio e a Oficina de Automação. No primeiro local, se fabrica e se conserta peças dos maquinários fabris. Já, no segundo, se trabalha a parte eletrônica dos equipamentos.

Farmanguinhos tem uma média de 2.400 equipamentos. Os mecanismos são de última geração, com tecnologia de ponta, sensores em várias partes. Essa quantidade de maquinário é um grande desafio para os profissionais do setor, pois num tempo hábil precisam vistoriar e, se for necessário, fazer a reposição dos itens que quebraram, desgastaram ou deram defeito.

Um dos diferenciais da Manutenção Fabril é o staff destacado para ficar todo o tempo atento aos equipamentos da Produção. Essa equipe trabalha com manutenção não sistemática (corretiva). Os profissionais acompanham o desempenho dos dispositivos para, em caso de avaria, procederem com uma ação rápida. Naquele local, inclusive, tem uma oficina com mecânicos e eletricistas que dão apoio diretamente aos equipamentos instalados na fábrica, sempre atendendo as premissas das Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Os colaboradores da Manutenção Fabril que atuam fora da fábrica são responsáveis por fazerem em suas oficinas as modificações ou adaptações no maquinário para que se possa executar formatos novos de peças caso tenha havido troca de frasco, tampa, embalagem, o que for. Pela quantidade de equipamentos, não é pouco o trabalho dos 30 profissionais que atuam na área.

Estocar sem ocupar espaço físico – Apesar da área de Manutenção ter uma estrutura física boa, com estoque básico e materiais emergenciais para uso no dia a dia, Farmanguinhos precisaria de um espaço muito maior para armazenar todo o material necessário para o reparo dos equipamentos. Ao invés disso, o uso do sistema de registro de preços tem sido uma alternativa importantíssima para Far. Por meio deste procedimento, onde são listados os materiais passíveis de uso, os itens são adquiridos no momento adequado da necessidade, não sendo necessário providenciar grandes áreas para armazenagem de materiais. 

Além disso, a Instituição adotou uma tendência de mercado de contratação de Assistência Técnica. Iniciou com a empresa Fette Compacting um contrato de manutenção com fornecimento de peças. Com isso, passa a usar o estoque e as peças do fabricante sem ter a preocupação de ampliar o seu espaço físico. “Essa é uma prática crescente no mercado. Esse tipo de contrato só temos com a Fette. Estamos tentando estender para outros equipamentos. Assim, não precisamos imobilizar verba com estoques. Só se usarmos”, disse Irwing.

Assim funciona a Manutenção Fabril em Far. Manter, consertar, conservar são ações feitas diuturnamente na busca de soluções ideais para o contínuo crescimento institucional.  

Banco de Leite Humano inicia campanha de doação 2019

O Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro, realiza, nos meses de fevereiro e março, campanha de doação de leite humano. O objetivo é sensibilizar mulheres que estejam em fase de amamentação a se tornarem doadoras para suprir as baixas nos estoques que costumam acontecer no período de férias, a partir da chegada do verão, com as festividades do final de ano e até a temporada de Carnaval, que, este ano, acontecerá no mês de março.

A queda do estoque é comum em todo Brasil nesta época devido a muitas mães doadoras aproveitam as férias coletivas, escolares e de trabalho para viajar, afastando-se da cidade onde moram e se desligando do programa de doação de leite ao qual pertencem. Infelizmente, isso prejudica o aprovisionamento de leite aos bebês prematuros, de baixo peso ou portadores de patologias, internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (Utins) e que não podem ser amamentados pela própria mãe.

Segundo a gerente do BLH do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida Silva, essa queda nas dotações, de até 60% nos estoques da unidade, compromete o desenvolvimento e a nutrição, especialmente de recém-nascidos prematuros. De acordo com ela, são necessários, em média, 300 litros/mês para atender a todos os lactentes internados no Instituto, e, desde o início de 2019, foram coletados apenas 110 litros, menos da metade do que é preciso.

“A doação de leite é importante para o bebê que recebe a doação, pois é um leite de qualidade nutricional elevada que vai ajudá-lo a sair deste período de risco. A doação também se faz importante para a mãe deste bebê prematuro, pois com a certeza que seu filho está recebendo o melhor alimento, isso a deixa mais tranquila e facilita o processo de produção de leite para o seu próprio bebê. E a mãe que doa também ganha, pois, o ato de retirar o volume excedente evita mastite e quanto se doa mais se produz, não faltando nunca para o seu filho. Os bebês prematuros que necessitam desta doação, consomem um volume de leite muito baixo, 2 a 5mL a cada duas, três horas, então você, mãe, que está amamentando, se doar um pouquinho por semana estará ajudando mais de um bebê”, acrescenta Danielle Aparecida sobre a importância da doação e, por tanto, da campanha.

Embora seja uma realidade a diminuição nos estoques de bancos de leite nestas temporadas em todo o Brasil, também é verdade que no caso do Rio de Janeiro a situação é mais complicada, pois muitos dos pontos de coleta estão na capital e a doadora que viaja não tem como doar em outro lugar do estado. Sobre isso, Danielle explica que existe a alternativa de outras mães de recém-nascidos que estejam de visita à cidade do Rio de Janeiro doarem nos postos de coleta e bancos de leite disponíveis.

Veja aqui a lista dos BLHs e postos de coleta no Estado do Rio de Janeiro.

Como se tornar uma doadora

As mães interessadas em doar devem estar em fase de amamentação, produzir um volume de leite maior do que seu próprio filho precisa, ter boa condição de saúde e não tomar medicamentos contraindicados com a amamentação. Se a mãe cumprir com isto, para fazer o cadastro o próximo passo é ter em mãos os últimos exames realizados no pré-natal e entrar em contato com o Banco de Leite Humano do Instituto através do telefone 0800 026 8877, ou no prédio do IFF/Fiocruz na Av. Rui Barbosa 716, no Rio de Janeiro. Elas serão orientadas sobre como fazer corretamente a coleta de leite para doação. A partir daí, a mãe já está pronta para doar, e, após essa primeira coleta, o BLH pode providenciar o serviço de assistência na retirada de leite na própria residência da doadora. Confira aqui o passo a passo para a coleta.

Página 44 de 55